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domingo, 4 de junho de 2017

NEOFUCKERISM SOUNDS LIKE A HELL OF A SCIENCE

25 de Outubro, de 2010. 

'Acabei de fumar um cigarro. Existe desejo maior, após um tórrido momento de puro sexo, de entrega, do que acender subtilmente um cigarro e ficar ali nua, a olhar para o meu umbigo, a viajar por meros segundos no Olimpo do egocentrismo? Eu pelo menos gosto. E raramente fumo. Eu adoro a sensação. Quando não há o cigarro após o ato, parece-me quando vou às lojas e fico a olhar a montra. Devem estar a perguntar, mas então e o orgasmo?  o ex-libris do prazer. O quão essencial para mim e fumar um cigarro , por simplesmente ter recebido gratuitamente uma foda psicológica , o orgasmo é múltiplo.
Uauuu, mas porque é que se torna mais intenso isto do que quando estou nua, prestes a sucumbir todos os males do meu dia, pronta a entregar-me,  a ser devorada , a ser desejada uma, duas ou mais vezes , com ou sem paragens e com 4 cigarros à mistura. 
Ahhhhhhhh.... tão bom. Mas estou aqui para falar e elogiar, não quem está presente fisicamente, mas de uma forma astronómica, duma forma que infelizmente poucos conseguem estar. Falo de amigos e meros conhecidos, pessoas com quem travo batalhas, discórdias e risos, essas mesmas que me fazem querer fumar cigarros e pegar num copo de vinho, mas um vinho bom,  apenas porque quero deliciar-me com esses pequenos momentos que me preenchem a alma. Porque não pegar numa flute de champanhe (espumante!) e brindar às mentes brilhantes? 

Ora aqui vai um brinde às brainy-whores and aos brain-fuckers, adoro!

Neologismos à parte, é bom quando podemos falar com pessoas que acrescentam algo, é bom saber que podemos refutar ideias, quando aprendemos algo, quando ensinamos e quando apenas, partilhamos experiências e pensamentos vagos. 

Deste modo podemos encaixar peças do puzzle, encaixamo-las docemente, agressivamente, continuamente... umas nas outras, tal como pernas se entrelaçam , mãos e corpos sedentos de prazer. 
Fazer amor, pede carícias e cabecinha deitada no peito, mas quando encontramos uma junção entre o físico e o psicológico, dá-se uma explosão. Para mim, só aí se atinge o clímax. Sim, eu sei que muitos não concordam. Afinal, um corpo é um corpo, o prazer carnal é o que é e o resto são tretas. Ainda bem que somos todos diferentes, apesar de sermos todos pó. 

Brainless-whores encontram-se em cada esquina, mas os brain-fuckers não são os que te dão a volta à cabeça porque se envolveram contigo e mandaram-te passear no dia ou manhã seguinte. São os que te reviram a cabeça porque te deixam a pensar, fazem com que te questiones e te queiras encontrar. Falam-te de lugares, histórias e desejos ocultos. Não te julgam pelo que colocas nas redes sociais, mas querem conhecer à moda antiga. É olho no olho, é energia, é química, é uma outra forma de tesão que te eleva e não só que te preenche no momento. 

E não precisa ser entre um homem e uma mulher.

Um brinde a quem nos deixa a pensar horas a fio, às conversas no alpendre, aos diálogos debaixo das estrelas. Um brinde aos que não julgam pelas aparências, aos que não se acham donos supremos da razão, aos milhares de Einstein's que não precisaram ter um canudo para mudar a vida de alguém, nem que seja por momentos.'

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i always wonder why birds choose to stay in the same place, when they can fly anywhere on the earth..then i ask myself the same question'
' She had no place she could go without getting tired of it and because there was nowhere to go but everywhere, keep rolling under the stars'