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domingo, 27 de novembro de 2016

WARM CUP OF TEA





 Everything started with a hot and sweet cup of tea served in a white mug with some sort of  crotchety little blanket . That's how I got  welcomed by one of Squat's families. It couldn't have been better. I felt like home. 
Not like in a real house like we imagine, not like in a house with the minimal conditions like any house as humble as it may be should have. But the concept of a home begins with the concept of family and here everybody tries to make you feel part of it. In the few hours that I was, today, at the Squat's, I lost myself in the amount of smiles and stretched arms of the various children asking me to lay. A lot of faith and courage is needed to live life as a refugee. Mainly those who escaped war in their own country, those who didn't have a choice, those who, above all odds, struggle daily to find a light at the end of the tunnel. Any father protects his own family, struggles so their children may have a brighter future than their own. Any mother wished never to be apart from their offspring. All we have to do is to look into our own family, for those we love the most,  look into our own children and image how it would be 


if we were to get rid of the dream of seeing them grow up safely and happy. How we would feel if our children were, literally, ripped out from our arms? To be a refugee is to be forced to abandon your home, city and country. To be a refugee is to try to escape

to a safer place, to escape from the fear, to escape from death.

We can all offer that safer place. A safer place is not just to let them into our country so we can say we're all nice people. It is not to judge who they are, where they come from and where they


wish to go. It is to receive, is to reach out our hand to those who need the most. A safer place is to give them a genuine smile, a word of encouragement, is to give hope, is to share a plate of food. A safer place is to know how to welcome, is to treat the


other human being equally. It is not wanting to be more than them, is not looking from the other person top to bottom but as a brother instead.

My friend, to be

a refugee is having to choose between life and death. It is having to see , many times, families dismembered. It is to run without looking back, is to run for your life, is not to know if your getting to a safer place, is to live a day at a time, is not giving
up.To be a refugee is to know and try to survive, always with hope to live again. It is to believe in a better world, believe they're going to smile all together again someday, that they're gonna be able to recover their lives back, their projects and their
dreams. It is to believe in another "tomorrow". This is what it means to be a refugee to me. Don't come and tell me that in a 1000 refugees, a 100 terrorists enter hidden among them. It doesn't matter if in the middle of war refugees, other refugees from other situations come along.Because if they are refugees it is because they are persecuted, they are people with a story, they are people that seek refuge. They seek hope. They are people like us, victims from a war that took everything from them. I'm still gonna


believe in them. I'm still gonna look at them as equals. I'll reach out to whoever needs it, I'll lay all the children who stretch out to my arms, I'm gonna receive with love all

the love they have to give me. Im gonna try to give all the love that overflows in me. Because I may not have a lot to offer but the little I do have is what they need, at the moment."








PT

'Tudo começou com uma chávena de chá quente e doce, servido numa caneca branca com uma espécie de ‘mantinha’ feita em croché. Foi assim que fui recebida por uma das famílias do Squat. Não podia ter sido melhor. Senti-me em casa. Não numa casa a sério como imaginamos, não numa casa com as condições mínimas que qualquer casa, por mais humilde que seja, deva ter. 
Mas o conceito de casa, começa com o conceito de família, onde aqui, todos, tentam fazer-nos sentir parte dela. Nas poucas horas que estive, hoje, num dos Squats, perdi-me na quantidade de sorrisos e nos braços esticados das várias crianças a pedir-me colo. É preciso ter fé, é preciso ter muita coragem para viver o dia-a-dia como refugiado. 
Principalmente, quem fugiu à guerra no seu país, quem não teve escolha, quem acima de tudo, luta diariamente para encontrar uma luz ao fundo do túnel.
 Qualquer pai, protege a sua família, luta para que os seus filhos possam ter um futuro melhor do que o seu. Qualquer mãe, deseja nunca se separar dos seus filhos. Basta olharmos para a nossa família, para aqueles que mais amamos, para os nossos filhos e imaginar como seria se nos arrancassem o sonho de vê-los crescer em segurança e felizes. Como nos sentiríamos, se os arrancassem ,literalmente , dos nossos braços? Ser refugiado, é ser obrigado a sair da sua casa, cidade, país. Ser refugiado, é tentar ir para um lugar seguro, é fugir do medo, é fugir da morte. 
Um lugar seguro, esse, somos todos nós que podemos dar. Um lugar seguro, não é deixá-los entrar no nosso país, só para dizer que somos bonzinhos. É não julgar quem são, de onde vêm e para onde pretendem ir. 
É acolher, é estender a mão aos que mais precisam. Um lugar seguro, é dar-lhes um sorriso genuíno, uma palavra de alento, é dar esperança, é partilhar um prato de comida. Um lugar seguro, é saber receber, é saber tratar de igual para igual. É não querer ser mais do que eles, é não olhar de cima para baixo, mas de irmão para irmão.
 Ma friend, ser refugiado, é ter de escolher entre a vida e a morte. É ter de ver muitas vezes, as famílias desmembradas, é correr sem olhar para trás, é correr pela vida, é não saber se vão chegar a um lugar seguro, é viver um dia de cada vez, é não desistir. Ser refugiado é saber e tentar sobreviver, sempre com esperança de poder voltar a viver.
 É acreditar num mundo melhor, acreditar que vão voltar a sorrir, todos juntos, vão poder recuperar as suas vidas, os seus projetos, os seus sonhos. É acreditar no ‘amanhã’. Para mim, ser refugiado é isto. Não me venham com a conversa de que entre mil refugiados, chegam 100 terroristas.
 Não importa se no meio dos refugiados de guerra, chegam refugiados vindos de outras situações. Porque se são refugiados, é porque são perseguidos, são pessoas com uma história, são pessoas que procuram refúgio. Procuram esperança.
 São pessoas como nós. São pessoas a quem a Guerra tudo tirou. Eu vou continuar a acreditar neles. Vou continuar a olhar de igual para igual. Vou estender a mão a quem precisa, vou dar colo a todas as crianças que me esticarem os braços, vou receber com amor, todo o amor que eles têm para me dar. Vou tentar dar, todo o amor que transborda em mim. Porque posso não ter muito para lhes oferecer, mas o pouco que tenho, é neste momento, aquilo que eles precisam. '

Filipa








1 comentário :

  1. Lindo Filipa. Continua a ser a pessoa maravilhosa que és! EU vou fazer um donativo. Beijinhos

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i always wonder why birds choose to stay in the same place, when they can fly anywhere on the earth..then i ask myself the same question'
' She had no place she could go without getting tired of it and because there was nowhere to go but everywhere, keep rolling under the stars'